Monday, November 19, 2007
Friday, November 9, 2007
Quem ama uma banda?
”O novo álbum do Radiohead “In rainbows” foi baixado de graça por 62% das mais de 1 milhão de pessoas que pegaram o álbum no site da banda inglesa. Mesmo podendo pagar o quanto quisessem, mais de 600 mil pessoas não desembolsaram um centavo. Como é possível que alguém goste de uma banda e roube o trabalho dela sem a menor consideração? Esta falta de respeito é o lado sombrio da nova realidade do mercado fonográfico mundial. Os defensores dos downloads gratuitos dizem que o artista pode ganhar dinheiro nos shows, mas o Radiohead não gosta de fazer muitos shows. É um direito deles, neste caso também têm direito de viver da venda e dos royalties de seus discos, mas a maioria dos fãs não pensa assim.
Somente 38% pagaram alguma coisa. Os que desembolsaram quatro libras ou menos foram 17%, 6% pagaram entre quatro libras e um centavo e oito libras, 12% gastaram de oito libras e um centavo a 12 libras e 4% pagaram mais de 12 libras. “In rainbows foi o teste de fogo para o comportamento do fã de pop rock neste começo de século 21 e o índice de reprovação foi alto.”
Não penso que a estatística traga nenhum dado que possa resultar em uma avaliação confiável. Quantas pessoas podem ter se “atrapalhado” na hora de pagar? Quantas pretendem comprar o CD e baixaram agora apenas por que são fãs e tinham muita curiosidade sobre o novo disco? Se eles não tinham intenção de pagar, por que não fizeram o donwload via programas de compartilhamento? Seria mais fácil…
São perguntas que vão ficar sem resposta. Prefiro me agarrar no concreto: cerca de 400 mil pessoas pagaram pelo disco. Prefiro acreditar nos princípios e no mundo que estas 400 mil pessoas estão construindo. Se as demais agiram de má fé e quiseram mesmo “tomar” o disco… paciência. Imagino como levam suas vidas. O que fazem de seu dia-a-dia… Que espécie de pessoas são e com quem convivem? Mais perguntas sem resposta…
http://www.inrainbows.com/
Monday, November 5, 2007
CÉU ABERTO NO RIO
A quarta-feira prometia no Canecão: uma excelentevenda antecipada de ingressos, uma grande fila na entrada desde cedo e a chuva que castigava o Rio tinha resolvido dar uma trégua. Tudo parecia sinalizar umgrande acontecimento, e assim foi. Já fazia muito tempo que o Nenhum e oBiquini dividiam o palco (acho que a última foi em Minas há uns 10 anos…).
O Nenhum abriu os serviços com um pouco deatraso, afinal a fila de entrada seguia grande às 21h, mas valia, foi lindo vero Canecão lotado! O calor e receptividade da platéia carioca foi emocionante. Tantonos hits quanto nas canções nem tão conhecidas, fomos acompanhados por olhosatentos e gargantas afinadas. Depois de tanto tempo devendo uma apresentaçãobacana aos fãs cariocas, saímos do palco de alma lavada.
Alguém comentou depois do show que o Nenhum havia mandado a chuva embora, afinal é Nenhum de Nós a Céu Aberto…
Gracias ao Biquini pela generosidade. Estaparceria vai longe!!
Umdos principais cronistas musicais do país, Jamari França, escreveu:
“O reencontro do Biquini Cavadão com o público carioca na quarta à noite foi apoteótico…
O Biquini dividiu o show com os gaúchos do Nenhum de Nós, outrabanda com mais de duas décadas de estrada. Um som puxado para o folk muito bemtocado e cantado. Thedy tem uma excelente voz e um talento quase mccartianopara melodias, em geral muito bonitas e agradáveis aos ouvidos. Eles estão lançandoo CD e DVD ao vivo “A céu aberto” pela gravadora Orbit, reciclado umde seus maiores sucessos, Camila Camila, tocado no show pelas duas bandas emmomento apoteótico. O público deu ao Nenhum de Nós uma recepção quase tãocalorosa quanto para o Biquini Cavadão e foi merecido. O trabalho duas duasguitarras da banda é muito rico de nuances…”
A foto é do amigo Ayrlan Rosa


